Os "sequestradores" ameaçavam que, se o valor não fosse pago, o filho poderia ser morto ou ter algum membro do corpo cortado. O pai chegou a oferecer R$ 40 mil, mas o valor não foi aceito.
Ele foi orientado por um conhecido a procurar a polícia. O caso, então, foi registrado na quinta-feira (3).
"Ele passou as informações e fomos investigar imediatamente, considerando o caso como um sequestro. Em menos de 24 horas, nós descobrirmos quem estava mandando as mensagens e onde ele estava, que era o falso cativeiro onde ele foi fotografado. Para a nossa surpresa não era um sequestro e sim uma farsa, que caracteriza o crime de extorsão com a participação do próprio filho", explicou o delegado.
O falso cativeiro ficava na zona rural de Cambira, no distrito Sete de Maio.
A investigação mostrou que o proprietário da casa sabia do golpe e havia permitido que o rapaz ficasse no endereço, desde segunda-feira, em troca de um pagamento.
O delegado informou que outras duas pessoas foram identificadas como participantes do crime, mas até o momento não foram encontradas.
O filho prestou depoimento e, segundo o delegado, insistiu na versão de que tinha sido sequestrado. Ele ainda falou que os sequestradores eram policiais militares do estado de São Paulo e que o suposto "cativeiro" estava sendo vigiado por drones.
"Uma história absolutamente inviável e infactível", Garcia disse em entrevista à RPC no Paraná.
Garcia explicou que o homem é usuário de cocaína e a suspeita é de que uma dívida com traficantes tenha motivado o crime. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná.
A TV WEB NA SUA MÃO!
Comentários
Postar um comentário