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Golpe em família: filho finge sequestro para arrancar do pai 180 mil

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Investigação mostrou que aparelho era o mesmo usado para mandar ameaças ao pai. Dono da casa onde ele estava também foi detido. Caso aconteceu em Apucarana, no norte do Paraná.

Segundo delegado, filho forjou a foto do sequestro para enganar o pai. — Foto: Polícia Civil (PC-PR)

De acordo com Garcia, o pai foi informado sobre o suposto sequestro do filho na última segunda-feira (30). Ele recebia fotos de um homem amarrado, encapuzado e com marcas de sangue, como forma de pressioná-lo a pagar a quantia.

Os "sequestradores" ameaçavam que, se o valor não fosse pago, o filho poderia ser morto ou ter algum membro do corpo cortado. O pai chegou a oferecer R$ 40 mil, mas o valor não foi aceito.
Ele foi orientado por um conhecido a procurar a polícia. O caso, então, foi registrado na quinta-feira (3).

"Ele passou as informações e fomos investigar imediatamente, considerando o caso como um sequestro. Em menos de 24 horas, nós descobrirmos quem estava mandando as mensagens e onde ele estava, que era o falso cativeiro onde ele foi fotografado. Para a nossa surpresa não era um sequestro e sim uma farsa, que caracteriza o crime de extorsão com a participação do próprio filho", explicou o delegado.

O falso cativeiro ficava na zona rural de Cambira, no distrito Sete de Maio.

A investigação mostrou que o proprietário da casa sabia do golpe e havia permitido que o rapaz ficasse no endereço, desde segunda-feira, em troca de um pagamento.

O delegado informou que outras duas pessoas foram identificadas como participantes do crime, mas até o momento não foram encontradas.
O filho prestou depoimento e, segundo o delegado, insistiu na versão de que tinha sido sequestrado. Ele ainda falou que os sequestradores eram policiais militares do estado de São Paulo e que o suposto "cativeiro" estava sendo vigiado por drones.

"Uma história absolutamente inviável e infactível", Garcia disse em entrevista à RPC no Paraná.

Garcia explicou que o homem é usuário de cocaína e a suspeita é de que uma dívida com traficantes tenha motivado o crime. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná.

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