Seu celular bloqueado foi apreendido pela federal? Relaxe! Eles acessam tudo

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Como funciona a extração de dados que a PF faz no celular de Bolsonaro? Peritos trabalham para desbloquear aparelho nos próximos dias com uso de programa específico. Entenda!

Imagem: Reprodução - Como funciona a extração de dados que a PF faz no celular de Bolsonaro?

O celular do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está em fase de extração de dados na perícia da PF (Polícia Federal) e condiciona desafios aos peritos.

O processo de acesso a celulares bloqueados por senha – e quando o investigado não fornece – depende de vários fatores. Entre eles: marca, modelo, versão do sistema operacional e estado em que o aparelho se encontra.

“Às vezes, é possível acessar o conteúdo sem conhecer a senha, por meio de vulnerabilidades dos dispositivos”, explica o perito Marco Camargo, presidente da APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais), em linha gerais.

Em outros casos, a PF usa um programa específico para descobrir a senha, e, assim, desbloquear o aparelho e os aplicativos com senha que são objeto da investigação. Esse processo leva um tempo, sem prazo.

“A perícia criminal da PF possui o que há de mais avançado em tecnologia comercial e possui métodos próprios também, além de peritos altamente capacitados”, destaca Camargo.

Segundo apurou a CNN, o celular de Bolsonaro está na mesa de extração justamente para que os peritos consigam acesso. O ex-presidente não teria fornecido a senha.

Esse processo de extração (a transferir o conteúdo para a PF) leva dias, mas a expectativa é terminar essa semana. Após isso, os peritos fazem um laudo e enviam para a inteligência da PF, responsável pelo inquérito que corre contra Bolsonaro.

Na última sexta-feira (18), o político foi alvo de busca e apreensão determinada pelo STF e medidas restritivas como uso de tornozeleira eletrônica. Ele nega irregularidades e aponta perseguição política e “humilhação”.

Celular apreendido pela Polícia Federal? Saiba o que acontece com seus dados com mais detalhes

Se o seu celular foi apreendido pela Polícia Federal (PF) e está bloqueado, é natural que surjam dúvidas e preocupações sobre a segurança dos seus dados. A verdade é que, sim, a Polícia Federal possui recursos tecnológicos e métodos para acessar o conteúdo de celulares bloqueados. Portanto, a ideia de que o bloqueio do aparelho garante a privacidade das informações não se sustenta diante de uma investigação criminal.

Como a PF acessa aparelhos bloqueados?

A Polícia Federal, assim como outras forças policiais e agências de investigação ao redor do mundo, utiliza softwares e ferramentas forenses especializadas para extrair dados de dispositivos eletrônicos. Essas ferramentas são capazes de:

  • Burlar senhas e códigos de acesso: Métodos avançados podem ser empregados para contornar senhas numéricas, padrões, PINs e até mesmo biometria (impressão digital ou reconhecimento facial), dependendo do modelo do aparelho e do nível de segurança.

  • Acessar dados criptografados: Mesmo que os dados estejam criptografados, as ferramentas forenses podem ser capazes de decifrá-los ou extraí-los antes da criptografia ser ativada, especialmente se o aparelho estiver ligado ou se o bloqueio for contornado.

  • Recuperar dados apagados: Muitas vezes, dados que foram "apagados" do aparelho não são realmente eliminados, mas sim marcados como espaço disponível. As ferramentas forenses podem recuperar essas informações, como mensagens, fotos, vídeos e históricos de navegação.

O que acontece com seus sados?

Uma vez que o acesso é obtido, a PF pode extrair uma vasta gama de informações do seu aparelho, incluindo:

  • Mensagens e conversas: SMS, e-mails, e conteúdos de aplicativos de mensagens (WhatsApp, Telegram, etc.).

  • Fotos e vídeos: Incluindo os que estão armazenados na memória interna ou cartões de memória.

  • Histórico de chamadas e contatos.

  • Histórico de navegação na internet e aplicativos.

  • Dados de localização.

  • Informações de aplicativos instalados e seus dados.

É importante ressaltar que o acesso a esses dados pela Polícia Federal em um contexto de investigação criminal é regulado por lei. Geralmente, a apreensão do aparelho e a análise do seu conteúdo só podem ser feitas mediante autorização judicial (mandado de busca e apreensão), garantindo que o processo ocorra dentro dos limites legais e com o devido respeito aos direitos individuais.


Se seu celular foi apreendido, procure orientação jurídica especializada. Um advogado poderá esclarecer seus direitos, acompanhar o processo e garantir que todos os procedimentos legais sejam seguidos corretamente.

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