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Presa trans engravida duas detentas em presídio feminino e levanta polêmica sobre regras no sistema prisional

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Relações consensuais entre presas resultaram em duas gestações e provocaram debate sobre políticas para pessoas trans nas prisões.

Demi Minor, de 27 anos, teve relações consensuais com outras presas — Foto: Reprodução/Redes sociais

Um caso ocorrido em 2022, nos Estados Unidos, voltou a repercutir nas redes sociais e reacendeu um debate delicado: como o sistema prisional deve lidar com pessoas transgênero em unidades femininas.

A história envolve Demi Minor, uma mulher trans de 27 anos que cumpria pena em uma prisão feminina no estado de Nova Jersey. Segundo autoridades locais, duas detentas engravidaram após manter relações sexuais consensuais com a presa dentro da unidade prisional.

O caso aconteceu na Edna Mahan Correctional Facility, penitenciária exclusiva para mulheres localizada em Nova Jersey. Após a descoberta das gestações, a administração penitenciária decidiu transferir Demi para outra instalação do sistema prisional.

De acordo com o Departamento de Correções de Nova Jersey, a transferência ocorreu em 24 de junho de 2022. Demi foi levada para a Youth Correctional Facility, um complexo destinado a jovens infratores do sexo masculino.

Atualmente, segundo informações divulgadas pelas autoridades, ela estaria alojada em uma área especial destinada a pessoas consideradas em situação de vulnerabilidade dentro do sistema prisional.

Demi Minor cumpre uma pena de 30 anos de prisão por homicídio culposo.

Denúncia de agressão

Após a transferência, Demi publicou relatos em um blog e em redes sociais afirmando que foi forçada a viver em uma instalação masculina. Nas publicações, ela também acusa agentes penitenciários de agressão durante o processo de mudança de unidade.

Em uma mensagem divulgada em sua conta nas redes sociais, escreveu:

“Obrigado a todos que enviaram apoio. Estou com o coração partido pelo abuso que estou sofrendo.”

Procurado por veículos de imprensa na época, o Departamento de Correções de Nova Jersey afirmou que não poderia comentar detalhes enquanto as investigações estivessem em andamento.

Em nota oficial, o órgão informou que possui tolerância zero para qualquer tipo de abuso e que a segurança tanto da população carcerária quanto dos funcionários é considerada prioridade.

Debate nas redes

O episódio voltou a ganhar repercussão recentemente nas redes sociais e levantou discussões sobre as regras de alocação de presos transgênero em unidades prisionais femininas.

Especialistas apontam que o tema envolve questões complexas, como direitos humanos, segurança dentro das unidades prisionais e políticas de inclusão para pessoas trans no sistema penal.

Enquanto o debate continua, o caso segue sendo citado como exemplo das dificuldades enfrentadas pelos sistemas prisionais ao lidar com novas demandas sociais e jurídicas.

E você, o que acha dessa situação? Como o sistema prisional deveria lidar com casos como esse?

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